Doenças frequentes

A visão perfeita nos permite enxergar os detalhes, ver o que ocorre ao nosso redor e no mundo. Por isso, é muito importante cuidar da saúde dos olhos. Preventivamente monitorar lesões e doenças que prejudicar este sentido humano, temporariamente ou em definitivo.

As doenças oculares podem ocorrer em qualquer idade. As crianças, por exemplo, podem ter problemas de aprendizado e rendimento na escola. Os idosos já apresentam problemas como catarata, glaucoma que podem restringir suas atividades cotidianas.

Entre os tópicos apresentados abaixo você também encontra os vícios de refração, que talvez não conheça por este nome, mas são a miopia, a hipermetropia, o astigmatismo e a presbiopia.

Saiba mais sobre elas e visite o seu oftalmologista regularmente!

A catarata é a opacificação do cristalino, que atrapalha a entrada de luz nos olhos, acarretando diminuição da visão. As alterações podem levar desde pequenas distorções visuais até a cegueira.

Inúmeros fatores de risco podem provocar ou acelerar o seu aparecimento, incluindo medicamentos (esteroides), substâncias tóxicas (nicotina), doenças metabólicas (diabetes mellitus, galactosemia, hipocalcemia, hipertiroidismo, doenças renais), trauma, radiações (UV, raio X e outras), doença ocular (alta miopia, uveíte, pseudoexfoliação), cirurgia intraocular prévia (fístula antiglaucomatosa, vitrectomia posterior), infecção durante a gravidez (toxoplasmose, rubéola) e fatores nutricionais (desnutrição).

A catarata pode ser congênita, secundária ou senil. Ou seja, pode acompanhar a pessoa desde o nascimento; surgir provocada por fatores oculares ou sistêmicos; ou ser causada pelas alterações bioquímicas relacionadas à idade.

Entre os fatores oculares da forma secundária, estão uveítes, tumores, glaucoma e descolamento de retina. Já as causas sistêmicas podem estar associadas a traumatismos, diabetes, hipoparatireodismo, corticóides, cobre e ferro mióticos, radiação actínica (infravermelho, raio X), entre outras.

Quando a opacidade do cristalino ocorre em consequência de alterações bioquímicas relacionadas à idade (aproximadamente 85% dos casos de catarata são classificadas como senis, com maior incidência na população acima de 50 anos), ela não é considerada uma doença, mas um processo normal de envelhecimento.

O tratamento clínico, como prescrição de óculos, tem efeito transitório. O tratamento farmacológico é utilizado em alguns países da Europa e por alguns oftalmologistas brasileiros. Entretanto, não existe efetividade comprovada. A correção cirúrgica é a única opção para recuperação da capacidade visual do portador de catarata senil.

Visão com catarata
Visão Normal Visão com Catarata

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Esta distrofia contínua e progressiva é caracterizada pelo abaulamento anterior da córnea, na forma de cone. Esta deformidade é resultado do afinamento central ou paracentral da córnea, geralmente inferior. A apresentação é geralmente bilateral e assimétrica.

O ceratocone ocorre de forma mais comum na puberdade, geralmente entre os 13 e os 18 anos de idade, progredindo por aproximadamente 6 a 8 anos. Depois deste tempo, tende a permanecer estável.

Ele pode estar associado a doenças sistêmicas como as síndromes de Down, Turner, Ehlers-Danlos, Marfan, além de atopias, osteogênese imperfeita e prolapso da válvula mitral.  Ceratoconjuntivite vernal, aniridia, amaurose congênita de Leber e retinose pigmentar também são causas possíveis.

Um indício a ser investigado pode ser mudanças frequentes na prescrição de óculos ou diminuição na tolerância ao uso de lentes de contato.

O tratamento cirúrgico, com transplante de córnea, é indicado para os casos mais avançados ou com cicatrizes extensas que não melhoram com o uso de lentes de contato.

Após a cirurgia, geralmente, é necessário o uso de lentes de contato para obtenção de melhor acuidade visual.

Lentes de Contato e Ceratocone

Quando os óculos não possibilitam boa visão, o oftalmologista busca nas lentes uma adaptação mais fisiológica para o paciente, reduzindo os riscos de agressão à córnea e de piora da evolução da doença.

Há vários desenhos de lentes de contato que podem ser utilizados na correção óptica do ceratocone. A avaliação de qual o mais apropriado vai depender do estágio de evolução da doença.

Lembrando que todo usuário de lentes de contato deve fazer uma avaliação periódica de sua adaptação a cada 6 meses. A higiene prescrita também deve ser mantida: com limpeza e desinfecção a cada uso.

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A inflamação da conjuntiva, a parte branca do olho, pode ter origem viral, bacteriana, alérgica, traumática, tóxica, química, entre outras.

Algumas formas de conjuntivite podem apresentar sequelas ou a necessidade de um tratamento mais complexo. Por isso, é importante procurar atendimento oftalmológico ao primeiro sinal do problema.

Causas

O tipo mais comum de conjuntivite é a infecciosa, que pode ser causada por um vírus ou bactéria. Espalha-se rapidamente, como a gripe, sendo transmitida através do ar em ambientes fechados.

Sintomas

Sensação de areia nos olhos, secreção, lacrimejamento, vermelhidão e coceira.

Tratamento

Cada tipo de conjuntivite necessita de uma forma adequada de tratamento. Evite a automedicação e busque o atendimento especializado de um oftalmologista.

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Ocorre geralmente depois dos 60 anos de idade e afeta a área central da retina (mácula), que se degenerou com o passar do tempo. A degeneração acarreta baixa visão central (mancha central), que dificulta principalmente a leitura.

Pele clara e olhos azuis ou verdes, exposição excessiva à radiação solar, tabagismo e dieta rica em gorduras são fatores que correspondem à maior incidência de degeneração macular relacionada à idade.

Em 90% dos pacientes é observada a DMRI seca ou não-exsudativa. O grupo restante apresenta a forma exsudativa, que apresenta desenvolvimento de vasos sanguíneos anormais sob a retina. Este tipo é o principal responsável pela devastadora perda visual central referida à doença.

A prevenção e o tratamento são realizados com vitaminas, antioxidantes e óculos escuros ou claros com proteção UVA e UVB. Uma dieta rica em vegetais de folhas verdes e pobre em gorduras é benéfica na prevenção à DMRI. Reforçando que o tabagismo deve ser evitado. Alguns casos são tratados com aplicações periódicas de drogas antiangiogênicas (AVGF) diretamente no olho.

Como os danos à visão central são irreversíveis, a detecção precoce e os cuidados podem ajudar a controlar alguns dos efeitos da doença.

Confira abaixo um exemplo de visão com Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), comparada à visão normal.

Visão com drmi
Visão Normal Visão com DRMI

Autoavaliação da mácula

A autoavaliação da mácula é realizada através do uso da Tela de Amsler. Para isso, siga os passos a seguir.

  • Coloque os óculos para perto, caso use.
  • Tape o olho esquerdo com a palma da mão.
  • Olhe na tela e fixe o olhar no ponto central. Verifique se as grades estão tortas, se há mancha ou se falta uma parte da tela.
  • Repita o teste tampando o olho direito.


Tela de Amster para auto avaliação

As imagens abaixo representam a visão que um portador de alteração na mácula terá da Tela de Amsler.

Caso você veja algo semelhante a essas imagens, consulte seu oftalmologista.

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Também popularmente chamado de vesguice, é um defeito visual no qual os olhos estão desalinhados e apontam para direções diferentes. Essa doença é uma condição comum entre crianças, mas também pode ocorrer em outra fase da vida.

Um olho pode estar direcionado em linha reta, enquanto o outro está desviado para dentro, para fora, para cima ou para baixo. O olho desviado pode voltar à posição normal ocasionalmente.

O tratamento varia de acordo com a causa do estrabismo, podendo envolver o reposicionamento dos músculos do olho, a remoção de uma catarata ou a correção de outros aspectos que provocam o desvio.

É importante a avaliação oftalmológica assim que a alteração é percebida, especialmente em crianças, sob o risco de desenvolverem deficiência visual permanente. Apenas o especialista pode recomendar a terapia adequada.

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O glaucoma é uma doença ocular que provoca lesão no nervo óptico e campo visual, podendo levar à cegueira.

Na maioria dos casos, vem acompanhado de pressão intraocular elevada, mas também pode ocorrer glaucoma de “baixa pressão”.

Ele pode ser congênito, secundário ou crônico:

Quando presente no nascimento, os recém-nascidos apresentam globos oculares aumentados e córneas embaçadas. O tratamento é cirúrgico.

Os casos secundários pode ser causados por cirurgia ocular, catarata avançada, uveítes, diabetes, traumas ou uso de corticoides.

O glaucoma crônico costuma atingir pessoas com mais de 35 anos. Uma das causas pode ser a obstrução ao escoamento do humor aquosos (líquido que existe dentro do olho).

Neste caso, os sintomas costumam aparecer em fase avançada. O paciente não nota a perda de visão até vivenciar a “visão tubular”, que ocorre quando há grande perda do campo visual (irreversível). Se a doença não for tratada, pode levar à cegueira.

O tratamento, em geral, é realizado com colírios. Alguns casos podem evoluir para uma resolução cirúrgica.

O exame oftalmológico anual, preventivo, é fundamental para detecção e tratamento precoce do glaucoma.

Triagem de Familiares

É importante que familiares de pacientes com glaucoma ou hipertensão ocular procurem regularmente o oftalmologista, pois também podem apresentar ou desenvolver a doença ao longo da vida.

Abaixo, note um exemplo de visão com glaucoma:

Visão com glaucoma
Visão normal Visão com Glaucoma

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São pequenos pontos escuros, manchas, filamentos, círculos ou teias de aranha que parecem se mover na frente de um ou de ambos os olhos. As “moscas” são percebidas mais facilmente durante a leitura ou quando se olha fixamente para uma parede vazia.

Há mais de dois mil anos, na Roma antiga, as pessoas já usavam a expressão “muscae volitantes” para descrever esse problema oftalmológico.

Com o processo natural de envelhecimento, o vítreo (fluído gelatinoso que preenche o globo ocular) se contrai, podendo se separar da retina em alguns pontos, sem que cause obrigatoriamente danos à visão.

As moscas volantes são proteínas ou minúsculas partículas de vítreo condensado, tecnicamente chamados grumos, formadas quando ocorre a separação da retina.

Embora pareçam estar passando na sua frente, na realidade, elas estão flutuando no vítreo, dentro do olho. Nem sempre as moscas volantes interferem na visão. Mas, quando passam pela linha de visão as partículas bloqueiam a luz e lançam sombras na retina, a parte posterior do olho onde se forma a imagem.

As moscas volantes ocorrem com maior frequência após os 45 anos entre pessoas que têm miopia, que se submeteram à cirurgia de catarata ou tratamento YAG Laser. Além daquelas que sofreram inflamação dentro do olho.

Normalmente, as moscas volantes não requerem tratamento. Com o passar do tempo elas tendem a diminuir. Mas é importante a avaliação do oftalmologsta, a presença delas pode significar inflamações, infecções e até mesmo descolamento de retina.

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O diabetes é uma doença complexa e progressiva e afeta a retina de diversas formas: com estreitamento e bloqueio de vasos sanguíneos, enfraquecimento da parede vascular, causando vazamentos, hemorragias ou pequenas deformidades (os microaneurismas). A retinopatia pode levar a uma perda parcial ou total e irreversível da visão.

Os diabéticos apresentam um risco de perder a visão 25 vezes maior do que não portadores da doença. E a retinopatia atinge mais de 75% das pessoas que vivem com diabetes há mais de 20 anos.

A incompetência dos vasos pode causar um vazamento líquido localizado na mácula, afetando a visão central. O agravamento da retinopatia leva à proliferação de novos vasos anormais (“neovasos”), agravando as hemorragias, formação de membranas ou traves vítreas e, até mesmo, descolamento de retina.

Prevenção e tratamento

O controle cuidadoso do diabetes é realizado com uma dieta adequada, uso de pílulas hipoglicemiantes, insulina ou com uma combinação desses tratamentos, seguindo as orientações do seu endocrinologista.

Como tentativa de prevenir a evolução da retinopatia, é utilizado o procedimento de fotocoagulação a laser, cauterizando as pequenas áreas da retina doente. Alguns casos têm indicação de tratamento com aplicações periódicas de drogas antiangiogênicas (AVGF) diretamente no olho.

O ideal é que o tratamento seja iniciado o mais cedo possível para que se obtenham os melhores resultados. Por isso, é extremamente importante a consulta periódica ao oftalmologista para o diagnóstico precoce e uso dos recursos terapêuticos da forma mais eficaz.

A toxoplasmose atinge os olhos através de uma inflamação interna e pode causar cegueira. Quando uma mulher é infectada durante a gravidez, pode provocar danos ao feto.

Causas

A toxoplasmose ocorre através da contaminação por microorganismos presentes nas fezes de animais como cachorro, gato, aves e carne de porco.

Visão subnormal é a condição em que a pessoa, mesmo com a melhor correção através de óculos ou lentes de contato, não enxerga dentro dos níveis de normalidade.

Embora a maior incidência seja em idosos, acomete também pessoas de todas as faixas etárias. A visão subnormal pode ser congênita, ocasionada por traumas, diabetes, glaucoma, catarata, doenças hereditárias e relacionadas à idade. Sendo a causa mais comum a degeneração macular do idoso.

Há diversos graus de visão subnormal, variando desde a deficiência leve, que não afeta a maior parte das tarefas diárias, até a cegueira legal (que compromete as atividades diárias e demanda treinamento para adaptar-se à deficiência). Para cada caso, existem recursos ópticos especiais (óculos, binóculos especiais, prismas ou lentes de aumento) e recursos não ópticos (uso de bengala e cães-guia).

Embora o mais comum seja a redução da visão central, esta doença também pode ser consequência de:

  • diminuição da visão periférica,
  • diminuição da visão para cores, ou
  • incapacidade para definição adequada de luz, contraste ou foco.

As crianças com visão subnormal demandam assistência continuada para promover a estimulação precoce, que visa desenvolver a capacidade visual e treinamento para otimizar o uso da melhor visão disponível.

As pessoas com esta doença ainda possuem visão útil, que pode ser melhor aproveitada com recursos ópticos especiais.

Miopia

É a condição em que os olhos podem ver objetos que estão perto, mas não são capazes de enxergar claramente os objetos que estão longe. O principal fator que influencia o aparecimento da miopia é a hereditariedade. Em geral, o grau de miopia aumenta durante o período de crescimento. As formas de correção da miopia são: óculos, lentes de contato ou cirurgia.

Hipermetropia

Este vício de refração cria uma condição de dificuldade para que o cristalino focalize na retina os objetos colocados próximos ao olho. Pode ser assintomática ou apresentar uma maior dificuldade na visão de perto.

O exame de crianças é muito importante. A maioria delas apresenta um grau moderado de hipermetropia, condição que diminui com a idade. A não detecção precoce desta ametropia pode acarretar em um desenvolvimento não adequado da visão.

A hipermetropia pode ser corrigida através do uso de óculos, lentes de contato ou cirurgia.

Astigmatismo

É causado por diferentes curvaturas corneanas ou por irregularidades na córnea, formando a imagem em planos diferentes o que ocasiona a distorção da mesma. O uso de óculos, lentes de contato ou cirurgia podem corrigir o astigmatismo.

Presbiopia

Conhecida como “vista cansada”, manifesta-se normalmente após os 40 anos, criando uma dificuldade para enxergar de perto e de longe. O uso de óculos ou lentes de contato são formas de correção da presbiopia.