Cirurgias

O H.Olhos São Gonçalo conta com uma equipe profissional experiente, capacitada e disponibiliza o que há de mais moderno para oferecer um atendimento eficiente e seguro.

A catarata é a principal causa de cegueira evitável no Brasil. A indicação cirúrgica não está relacionada com a idade do paciente, mas com o comprometimento visual.

A cirurgia (facectomia), rápida e segura, consiste na retirada da lente natural do olho (cristalino) que, ao perder a transparência, atrapalha a visão. Ela é substituída por uma lente intraocular (LIO), artificial. A recuperação visual depende da existência ou não de outras alterações oculares ou sistêmicas.

Há diversos tipos, formatos e materiais de lentes intraoculares:

  • hidrofílicas ou hidrofóbicas
  • tóricas
  • tri ou multifocais
  • acomodativas
  • com filtro UV

A escolha da lente adequada é feita pelo cirurgião.

Siga as orientações do oftalmologista no preparo para a cirurgia e nos cuidados pós-operatórios, que podem variar caso a caso.

Durante o período pós-cirúrgico, a visão pode ficar embaçada, condição que normalmente se resolve em alguns dias.

Para um melhor resultado, recomenda-se repouso relativo e que se evite movimentos bruscos com a cabeça, pressionar ou coçar os olhos. Eles também devem ser protegidos de vapor, poeira, vento, shampoo e sabão.

Qualquer desconforto após a cirurgia deve ser comunicado imediatamente ao médico. É essencial que o paciente compareça às consultas de revisão e siga as orientações adequadamente para o melhor resultado cirúrgico.

Olho com catarata

Olho com catarata

Quando os olhos não apresentam o seu alinhamento correto, alguns casos necessitam de correção cirúrgica. O procedimento será realizado em um ou nos dois olhos, dependendo do caso.

A cirurgia consiste na mudança de posição dos músculos extraoculares para promover o realinhamento do globo ocular.

A internação hospitalar é curta e a cirurgia é realizada sob anestesia. No pós-operatório podem ocorrer sintomas como a sensação de areia nos olhos e leve dor ao movê-los. A medicação inclui o uso de colírios, sempre de acordo com a prescrição médica.

O tempo de recuperação é variável. Durante 20 dias após a cirurgia, o paciente não deve fazer esforço físico ou ir à piscina, praia ou sauna. A média de afastamento das atividades gerais é de sete dias e a regeneração completa dos tecidos ocorre em aproximadamente um mês.

As cirurgias antiglaucomatosas têm como objetivo a diminuição e controle da pressão ocular. Elas visam evitar a progressão das lesões no nervo óptico e preservar a acuidade visual.

A técnica mais utilizada é a trabeculectomia, que consiste em criar um canal alternativo para drenagem do humor aquoso (líquido intraocular), possibilitando, assim, um melhor controle da pressão.

Ela é indicada para pessoas que já estão em uso de medicação máxima ou para pacientes sem condição de manter o tratamento clínico, com evidência de progressão da doença.

É importante saber que o procedimento não recupera o dano visual existente. Seu objetivo é controlar a progressão da doença.

Há outros procedimentos cirúrgicos antiglaucomatosos que utilizam implantes (por vezes simultâneos à facectomia – cirurgia de catarata) ou válvulas, conforme o caso.

Após o procedimento, cuidados básicos de higiene e o uso de colírios, de acordo com a prescrição médica, devem ser seguidos por aproximadamente 30 dias.

O tempo de recuperação depende da técnica cirúrgica utilizada e da correta observação, pelo paciente, dos cuidados prescritos, podendo variar de alguns dias a semanas. O acompanhamento médico é permanente, e, mesmo após uma cirurgia bem-sucedida, pode ser necessário o uso contínuo de colírios.

O pterígio é uma degeneração da conjuntiva (membrana) caracterizada pelo crescimento de uma massa vermelha que se dirige para a córnea ─ a famosa “carne no olho”. Sua principal causa é a exposição à radiação UVA e UVB.

Os sintomas mais comuns são olhos irritados, vermelhos, lacrimejantes, sensação de ardência e maior sensibilidade à luz, que pioram em condições que favorecem o ressecamento ocular (ambientes com ar condicionado, vento, poeira e vapores).

O uso de óculos escuros de qualidade, com filtro UVA e UVB, bonés ou chapéus com abas está entre os cuidados preventivos. É importante procurar o oftalmologista para obter o correto diagnóstico e a indicação do tratamento adequado, clínico ou cirúrgico.

A técnica cirúrgica que oferece a menor possibilidade de reaparecimento do problema consiste na remoção do pterígio, preenchendo a área com uma parte de conjuntiva transplantada de outro local do olho, idealmente com uso de cola biológica.

Olho com pterígio

Olho com pterígio

As cirurgias refrativas são indicadas para pessoas que desejam reduzir ao máximo a dependência de lentes corretivas, podendo chegar, até mesmo, à dispensa dos óculos nos casos de miopia, hipermetropia e/ou astigmatismo.

Está indicada para maiores de 20 anos, com grau estável por pelo menos dois anos e que não apresentem doenças oculares ou outras contraindicações detectadas por meio de exames pré-operatórios. A gravidez também é um impedimento.

Técnicas para correção dos erros de refração:

Lasik (ceratomileusis in situ a laser): Corrige os erros refracionais através da escultura a laser do formato corneano, após levantamento de fina lâmina superficial, que é recolocada ao final da cirurgia.

PTK (ceratectomia fototerapêutica): É utilizada para o tratamento de doenças da porção anterior da córnea, como infiltrados subepiteliais após conjuntivite viral, distrofias, degenerações e algumas opacidades da córnea. Após o término, o paciente utiliza lente de contato terapêutica e aplica colírios por alguns dias.

PRK (ceratectomia fotorrefrativa): Pode ser utilizada em conjunto com a PTK. De um modo geral, se assemelha ao Lasik e consiste na raspagem do epitélio (a primeira camada da córnea), antes da aplicação do laser. Ao final da cirurgia, coloca-se uma lente de contato terapêutica.

Implante de lentes intraoculares fácicas: Indicado para pessoas com altos graus de ametropias (perda de nitidez da imagem na retina) ou que não podem se submeter a cirurgias corneanas. Com este procedimento, não é necessária a extração do cristalino. As lentes podem ser implantadas na câmara anterior (entre a córnea e a íris) ou posterior (entre a íris e o cristalino), por meio de uma microincisão.

Em todos os procedimentos citados, o tempo de recuperação vai depender do processo de cicatrização de cada córnea, do seguimento das orientações médicas e da relevância do erro de refração (quanto maior for o grau, mais demorada a recuperação visual), entre outros fatores.

Míopes, em geral, se recuperam mais rapidamente que hipermétropes. A presença de pequeno grau de astigmatismo ou a ausência dele também torna a reabilitação mais rápida do que em portadores de graus moderados e altos.

O paciente deve retornar para revisão no 1º, 7º e 30º dias após a cirurgia, ou a critério do especialista.

O procedimento é indicado para a reparação das pálpebras (incluindo cílios e supercílios), das vias lacrimais e da órbita. O objetivo é corrigir imperfeições congênitas ou decorrentes de traumas, restaurar funções comprometidas ou tratar problemas como a obstrução das vias lacrimais, tumores e ptose (pálpebra caída), entre outros; corrigir fatores estéticos decorrentes da idade, como, por exemplo, a flacidez da pele; e melhorar a estética, como no caso de retirada de bolsas.

A blefaroplastia é um dos tratamentos mais indicados para corrigir o excesso de pele nas pálpebras, problema que, em alguns casos, pode reduzir o campo de visão. O procedimento é rápido e realizado sob anestesia local ou geral, dependendo de sua duração. As cirurgias de reconstrução são mais complexas e podem levar várias horas.

A cirurgia não é no globo ocular, não afetando ou resolvendo outras alterações existentes.

Tumoração

Os tumores palpebrais, benignos ou malignos, podem ser diagnosticados precocemente em uma consulta de rotina. Dentre os benignos, os mais comuns são hordéolo externo (terçol), calázio e papiloma.

O terçol ou hordéolo é provocado pela inflamação das glândulas Zeiss e Moll. A lesão se instala mais na borda da pálpebra, perto dos cílios, e vem acompanhada dos sinais típicos de infecção provocada por bactérias: dor, vermelhidão e calor. Já o calázio ocorre pela obstrução da glândula de Meibomius. O tratamento de ambos é clínico, podendo evoluir para cirurgia.

Os tumores malignos devem ser tratados cirurgicamente e a radioterapia pode ser necessária.

Reações comuns no pós-operatório da plástica ocular, como edema e equimoses (manchas roxas), desaparecem espontaneamente. O tempo de recuperação depende do tipo de procedimento realizado.

Olho com ptose (pálpebra caída)

Olho com ptose (pálpebra caída)

Esta cirurgia promove a melhora da resistência e da estabilidade da córnea, aumentando o número de fibras de colágeno que a fortalecem. O resultado é obtido pela combinação de um fotoindutor (riboflavina) com a luz ultravioleta (UV), o que ​promove uma reação fotoquímica geradora de radicais livres​​, responsáveis por estimular a formação das fibras de colágeno, tornando a córnea mais resistente a deformações.

A cirurgia é indicada para minimizar o desenvolvimento de lesões e doenças corneanas, como o ceratocone e a ectasia pós-Lasik — correção de alteração da córnea induzida pelo Lasik (cirurgia a laser para correção da miopia).

O procedimento é realizado com aplicação de colírio anestésico e não causa dor. A recuperação é gradativa e as revisões devem ser realizadas conforme orientação médica.

Olho com ceratocone

O H.Olhos São Gonçalo é um centro de referência no transplante de córneas em suas diversas modalidades.

A substituição da córnea doente por uma sadia é o transplante de órgãos mais realizado no mundo. A cirurgia é realizada com anestesia (local ou geral) e dura, em média, uma hora.

Está indicada nos casos em que há risco de danos permanentes e irreversíveis à visão: traumatismos oculares; ceratocone; edemas causados por doenças congênitas e complicações após cirurgias intraoculares; doenças metabólicas ou degenerativas.

Há três tipos de transplante (a indicação vai depender de cada caso):

  • Penetrante: substitui todas as camadas da córnea
  • Lamelar: troca apenas uma secção da córnea (lamela)
  • Endotelial: substitui a parte interna do órgão (o endotélio)

As córneas são obtidas de doadores saudáveis e com a causa da morte conhecida. Cada córnea doada é analisada e classificada segundo critérios específicos para obter a liberação para o transplante. A rejeição do organismo do receptor à estrutura transplantada, quando ocorre, pode ser tratada em muitos casos, desde que seja diagnosticada precocemente. Portanto, o ​acompanhamento constante do oftalmologista é fundamental.

Seja um doador de córneas

Infelizmente, não há uma consciência da importância em se doar órgãos nos Brasil. Um ato que pode permitir que muitas pessoas possam recuperar a visão (ou experimentar esta sensação pela primeira vez).  A doação é fundamental!

A solidariedade em um momento de dor pode mudar a vida de muita gente! Pense nisso.

Para ser um doador, no Brasil, não precisa mais registrar a opção de doador de órgãos na carteira de identidade. Basta expressar seu desejo para seus familiares (irmão, cônjuge, pai, mãe, filhos, avô, avó e netos). São eles que, respeitando a sua vontade, podem autorizar a doação, na presença de duas testemunhas.

A Lei de Doação de Órgãos estipula uma lista única para cadastro de receptores, por ordem de inclusão ou urgência.

Transplante de córnea

Transplante de córnea

Veja também:

Esta cirurgia tem como finalidade retirar parte ou a totalidade do humor vítreo, substância gelatinosa que preenche o globo ocular. Ela está indicada em casos de descolamento de retina, hemorragias, tromboses vasculares, complicações da retinopatia diabética, buraco de mácula, membrana epirretiniana, corpo estranho na cavidade vítrea, complicações da cirurgia de catarata e do glaucoma, entre outros.

Dependendo do caso, pode ser necessária:

  • a aplicação de endofotocoagulação a laser, durante a cirurgia, ou sessões de laser, após a cirurgia.
  • a colocação de óleo de silicone na cavidade vítrea (que, posteriormente, pode ser retirado) ou infusão de gás tamponante, que contribuem para o sucesso cirúrgico.

No pré-operatório é preciso evitar esforço físico, a contaminação ocular, não forçar a vista e não usar medicações sem o conhecimento do oftalmologista. A cirurgia é indolor e segura. Contudo, pode acelerar o desenvolvimento de catarata.

A alta costuma ocorrer no mesmo dia e o repouso mínimo indicado é de duas semanas, com atenção ao posicionamento correto da cabeça, conforme orientação médica. Pessoas que receberam aplicação de gás para preencher o espaço do humor vítreo devem evitar voos de avião, viagens para locais de maior altitude e mergulho em grandes profundidades, seis semanas após a cirurgia.

Qualquer sinal de dor ou de reação adversa ou diferente deve ser comunicado ao oftalmologista.

Cirurgia que reaplica a retina descolada, podendo ser realizada junto da vitrectomia.

A internação é de curta duração e o prazo de recuperação varia de caso para caso.